Nem Hugh Jackman, nem Tina Fey. Na última terça-feira, 3, os produtores da cerimônia de entrega do 82º Oscar Adam Shankman e Bill Mechanic anunciaram o nome da dupla de apresentadores da premiação: Steve Martin e Alec Baldwin.
Martin já apresentou o Oscar em 1998 e 2000; Baldwin nunca teve essa honra, mas sua série 30 Rock é certamente uma das comédias de maior sucesso da TV americana nos últimos tempos. Será que essa dupla vai dar conta do recado?
Para marcar no calendário: dia 2 de fevereiro a Academia anuncia a lista completa dos indicados, e dia 7 de março no Kodak Theatre, em Los Angeles, ocorre a edição 82 do maior prêmio da indústria cinematográfica, e o Melodia da Palavra, claro, estará trazendo tudo sobre o evento!
Na última quita-feira, dia 5, foi realizada em Berlim a cerimônia de entrega do EMA 2009 (European Music Awards), da MTV. Como era esperado, a grande premiada da noite foi Beyoncé, que levou três prêmios, incluindo os dois principais: Clipe do Ano (Single Ladies) e Música do Ano (Halo). Fora a diva do pop, nenhum vencedor levou mais de uma estatueta pra casa.
Entre os destaques da cerimônia, vale mencionar a homenagem a Michael Jackson prestada pelos Jonas Brothers, e o mega-show gratuito do U2 no principal ponto turístico da capital alemã, o Portão de Brandemburgo, que recebeu cerca de cem mil pessoas.
Alguns nomes de peso saíram do disputadíssimo prêmio com as mãos abanando: Taylor Swift, Black Eyed Peas, Jonas Brothers, Katy Perry, Shakira, Leona Lewis, Paramore e The Killers, por exemplo, não levaram nenhum EMA. Entre as surpresas, os alemães do Tokio Hotel venceram na categoria Melhor Banda (superando Black Eyed Peas, Jonas Brothers, Kings of Leon e Green Day) e o Placebo ganhou na categoria Música Alternativa (vencendo nomes como Paramore, Muse e The Killers).
Abaixo, segue a lista dos vencedores:
+Melhor Clipe – Beyoncé, “Single Ladies”
+Música do Ano – Beyoncé, “Halo”
+Melhor Artista Feminina - Beyoncé
+Melhor Artista Masculino - Eminem
+Melhor Banda - Tokio Hotel
+Melhor Banda Alternativa - Placebo
+Melhor Banda de Rock - Green Day
+Melhor Artista Urbano - Jay-Z
+Melhor Banda Europeia - maNga (Turquia)
+Aposta do Ano - Pixie Lott
+Revelação - Lady GaGa
+World Stage Performance (algo como Melhor Performance Mundial) - Linkin Park
Nesta quinta, dia 5, foi realizada em Las Vegas a entrega do 10º Grammy Latino, homenageando os melhores nomes da música latina em 2009.
A cerimônia contou com apresentações de grandes nomes da música, como Laura Pausini, Alejandro Sanz, Alicia Keys e Daniela Mercury. Chamou a atenção a participação do grupo de acrobatas Le Rêve, criado por Dragone (o mesmo idealizador do Cirque du Soleil) durante algumas apresentações e entregas de prêmios.
O grande vencedor da noite foi o grupo porto-riquenho de regatón Calle 13, que levou 4 gramofones, incluindo o de Música do Ano. Entre os brasileiros, destaque para Caetano Veloso, que ganhou dois prêmios, incluindo a categoria Melhor Álbum de Cantor/Compositor. Outro dos prêmios principais vencido por brasileiros foi em Melhor Vídeo Longo (que inclui gravações em DVD), para o vídeo “Roberto Carlos e Caetano Veloso e a Música de Tom Jobim”.
Outros destaques da entrega foram o prêmio de Personalidade do Ano para o mexicano Juan Gabriel, dono de mais de mil composições traduzidas em dezenas de idiomas, bem como o discurso emocionado do veterano Luís Enrique, ao vencer em Melhor Álbum de Salsa após nove anos sem gravar canções inéditas.
Uma das mais principais atrações do evento, a italiana Laura Pausini também levou seu Grammy pra casa na categoria Melhor Álbum Vocal Pop Feminino, com o trabalho em espanhol “Primavera Anticipada”.
É importante lembrar que a premiação mundial do Grammy está marcada para 31 de janeiro, e o Melodia da Palavra cobrirá a premiação a partir do anúncio dos indicados, que ocorre ainda este ano!
Continuando com a estréia da seção Essenciais, a segunda parte da seleção musical do indispensável de Michael Jackson:
PARTE 3 – DANGEROUS: O ÚLTIMO GRANDE MOMENTO?
Em 1992, Michael Jackson já tinha passado por dezenas de plásticas, e de vez em quando era capa de tablóides por causa de suas esquisitices. Mas fora desse cenário, o álbum “Dangerous” parece ser o último grande trabalho de Michael, não tão forte quanto “Thriller” mas com músicas que certamente entraram para a história da música pop.
Black or White, por exemplo, une um video caríssimo cheio de efeitos especiais e participações que vão dos Simpsons a Macauley Culkin, a uma letra que exalta a igualdade. Pena que a dança alucinante de MJ ofusque a importante mensagem da música...
Heal the World é o hino da esperança de Michael, que certamente é uma das músicas mais lembradas do artista; também com um arranjo de pop-balada, Will You Be There ficou marcado como tema de “Free Willy”, mas também como um dos momentos mais tocantes dos shows de MJ, com o seu emocionado encerramento que levava os fãs às lágrimas.
Give in to Me é lembrada pelos mais roqueiros, até por reunir Michael a outro gênio da década de 90, o guitarrista do Guns n’ Roses Slash, criando um rock memorável com um solo de guitarra inconfundível.
Pra fechar a lista do álbum, uma canção menos conhecida: Gone too Soon, uma homenagem ao jovem Ryan White, de 18 anos, morto devido a AIDS e que havia lutado na justiça pelo direito de freqüentar a escola pública e contra o preconceito aos portadores do HIV. Uma música especialmente tocante, uma das mais belas letras de Michael Jackson sem dúvida.
PARTE 4 – O CANTOR QUE EMOCIONAVA MULTIDÕES
O Michael Jackson cantor algumas vezes é deixado de lado por causa de sua tremenda habilidade como dançarino. Portanto, seguem as cinco mais belas músicas de MJ dos álbuns não mencionados acima:
Man in the Mirror nos faz refletir como poucas canções; Smile, composta por Charlie Chaplin e gravada por MJ em 1995, nos faz sentir o que o cantor sente... É simplesmente fantástica! Em You Are Not Alone, Michael canta uma canção de amor como poucos (embora, convenhamos, o clipe pouco tenha a ver com a música); Stranger in Moscow revela o artista solitário e isolado, tantas vezes incompreendido.
Por fim, do último álbum de Michael Jackson, “Invincible” (2001), a música Cry, que bem poderia ser uma nova versão de “Heal the World”; por não ter a presença de MJ no clipe (devido a desavenças com a gravadora), poderia ser mesmo um sinal do afastamento de Michael dos palcos – pelo menos até 2009, quando retornaria na turnê “This is it”.
Por sinal, This is it serve bem como um “bônus” desta seção Essenciais. Afinal, tão importante quanto conhecer as vinte canções mencionadas acima, é conhecer aquela que provavelmente será a última música inédita finalizada por Michael Jackson que ouviremos. Claro que poderemos ter em breve o lançamento de outras canções nunca lançadas, mas “This is it” já estava pronta para o lançamento nos shows da turnê final.
Então, concorda? Discorda? Comente e deixe sua opinião ou sugestão para as próximas seções “Essenciais”!
Aproveitando a semana de lançamento de “Michael Jackson’s This is it”, o Melodia da Palavra estréia uma nova seção: ESSENCIAIS. Aqui, alistaremos as músicas indispensáveis de grandes nomes da música. E nada como o Rei do Pop pra abrir com estilo o nosso novo quadro!
PARTE 1 – DOS ANOS 70
Primeiro, vamos ao início da carreira: 1970. O Jackson 5, recém contratado pela Motown Records, lança seu segundo single: ABC, que em apenas seis semanas tira “Let it Be” dos Beatles do topo da Billboard. Baixos e teclados animados, junto com um refrão grudento, criam uma música inesquecível!
Cinco meses depois, vem a primeira balada do grupo: I’ll Be There. Com 12 anos, Michael mostra todo seu potencial vocal e prova sua versatilidade em diferentes gêneros. O single vende mais de 3 milhões de cópias, a maior vendagem da gravadora até então.
Em 1971, a primeira canção solo de Michael: Got to be There. Lenta e romântica, é considerada uma das mais belas canções do catálogo da Motown.
No ano seguinte, certamente uma das mais belas canções sobre amizade já escritas: Ben. Música tema do filme de mesmo nome, foi indicada ao Oscar em 1973. Michael coloca pra fora toda a emoção possível com sua doce voz de criança.
Michael cresce, o Jackson 5 acaba... Mas sua carreira está apenas começando! Em 1979, MJ lança seu primeiro álbum solo após o fim do grupo: “Off the Wall”, e volta ao topo das paradas pela primeira vez desde 1972 com Don’t Stop ‘Til You Get Enough, uma música dançante que mostra um Michael alegre e intenso, como há muito não se via.
PARTE 2 – A OBRA-PRIMA “THRILLER”
Em dezembro de 1982, é lançado o álbum Thriller. De uma lista de 300 canções, Michael Jackson e o produtor Quincy Jones escolhem nove. Nove faixas que mudaram a forma de ouvir e de fazer música. Prova disso é o simples fato de que conseguiu algo inédito e nunca repetido: colocar sete faixas no Top 10 das paradas americanas. Sem mencionar os clipes que inspiraram toda uma geração de músicos e cineastas...
O motivo para tanto sucesso, além do talento de MJ no seu auge, é a variedade de canções. Billie Jean traz o melhor da era disco, com um arranjo que simplesmente perfeito; P.Y.T. (Pretty Young Thing) segue a mesma linha, mas com vocais ainda mais apurados.
Beat It é a primeira incursão de Michael no rock, com um arranjo de guitarras espetacular de Eddie Van Halen; Human Nature é romântica, mas tem uma musicalidade que a torna impossível de ser esquecida. E, é claro, Thriller, com seu clipe revolucionário e sua batida também inesquecível...
Logo, a segunda parte com mais 10 canções inesquecíveis de Michael Jackson!
Michael Jackson tinha um grande plano para a turnê “This is it”: fazer das últimas apresentações da sua carreira um acontecimento único e fascinante. Pena que o fatídico 25 de junho não nos permitiu ver a cortina se fechar do jeito que o artista queria...
Apesar disso, o documentário “Michael Jackson’s This is it” nos permite ter uma noção do quanto a última turnê de MJ seria incrível. De uma abertura apoteótica a um encerramento emocionante, certamente seria uma despedida memorável dos palcos. Mas se não pudemos ver o show, pelo menos agora sabemos do que Michael ainda era capaz.
O filme mostra o Michael Jackson que todos nós gostamos: o artista, que mudou a forma de ver a música e todo o ramo do show-business. Perfeccionista, tinha na cabeça tudo que era necessário para criar um grande espetáculo, da coreografia aos pequenos ajustes nos arranjos musicais.
Apesar da saúde frágil e dos 50 anos de idade, Michael dispensava o uso de playback nos ensaios em quase todas as músicas; e mesmo se poupando em algumas coreografias (até porque se tratava de um ensaio), fica claro que MJ ainda podia dançar como sempre.
Da abertura com Wanna Be Startin’ Somethin’ ao encerramento com Man in the Mirror, e com a apresentação da inédita This is it nos créditos finais, o filme mostra que Michael Jackson ainda tinha muito o que mostrar e, principalmente, o quanto se sentia à vontade no palco, mesmo que houvesse apenas umas vinte pessoas na platéia.
Ao final da exibição, ao cair a faixa “Michael Jackson: King of Pop” é impossível conter a emoção e os aplausos. A cortina se fechou. O artista não está mais ali. Mas sua obra estará sempre no nosso coração.
* This is it continua em cartaz nos cinemas até a metade de novembro, então, corra!!
“Hello, my friend, we meet again. It’s been a while... where should we begin?” (“Olá, meu amigo, nos encontramos de novo. Já faz um tempo... Por onde começamos?”) – My Sacrifice
Você lembra dessa música? No ano de 2002, esse grupo emplacou grandes sucessos nas rádios brasileiras, como ”My Sacrifice”, “One Last Breath” e “Don’t Stop Dancing”. Porém, em 2004, deixou uma legião de fãs tristes ao anunciar a sua separação. Mas, a espera chegou ao fim. Após cinco anos, o Creed está de volta!
O grupo encerrou sua primeira turnê de reunião no dia 20 de outubro, com sua formação original (Scott Stapp nos vocais, Mark Tremonti na guitarra, Scott Phillips na bateria e Brian Marshall, que havia deixado a banda em 2000, no baixo). Nesta terça, dia 27, chega às lojas nos EUA o quarto álbum do Creed, “Full Circle”. Além disso, chega em novembro o primeiro DVD ao vivo da banda, incluindo seus hits e os dois primeiros singles do novo trabalho.
O Creed foi uma das bandas de rock mais populares entre o fim dos anos 90 e o começo dos anos 2000, tendo vendido 35 milhões de cópias em 12 anos. Seus três álbuns tiveram um grande sucesso comercial: “My Own Prison” (1997) vendeu 6 milhões de cópias nos EUA, “Human Clay” (1999) vendeu 11 milhões e “Weathered”, outros 6 milhões de cópias. (2001). O grupo formado em Tallahassee, Flórida, ganhou em 2001 o Grammy de Melhor Música de Rock com “With Arms Wide Open”.
Muitas vezes comparado com o Pearl Jam pela sua sonoridade, suas letras têm uma forte mensagem de esperança. “Don’t Stop Dancing”, por exemplo, emocionou os americanos durante a apresentação do grupo na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City em 2002, com versos como “sei que tenho de seguir em frente, mesmo ferido tenho de ser forte, porque, dentro de mim, sei que muitos se sentem assim”.
Em entrevista ao site People.com, Scott Stapp falou: “Não vemos isso como uma reunião. É mais um renascimento”. Além disso, o vocalista prometeu que o som do novo CD é “novo, passional e verdadeiro”. Portanto, em breve o Melodia da Palavra vai conferir o novo trabalho da banda e traz tudo sobre “Full Circle”. Aguardem!