domingo, 22 de novembro de 2009

2012 - Erros e Acertos


21 de dezembro de 2012 é, segundo a crença dos maias, o dia marcado para o fim do mundo. Diferentes credos apontam para essa data como o fim dos tempos. E, para Hollywood, fim do mundo é sinônimo de blockbuster. Para conduzir um projeto desse peso, nada como o “mestre do desastre” Roland Emmerich, roteirista e diretor de filmes como Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã.

O primeiro chamariz para o público brasileiro foi o trailer oficial e o cartaz, que apresentam a queda do Cristo Redentor e a destruição do Rio de Janeiro. Apesar disso, as longas duas horas e quarenta de exibição focam o fim dos tempos a partir de dois outros pontos do mundo (ou melhor, da América): Washington e Los Angeles.

Em “2012”, vemos a descoberta de que a sociedade tem seus dias contados, pois os raios solares começam a causar uma mudança no núcleo da Terra, que culmina com a destruição total das cidades no ano de 2012. Os governos se preparam para a data em segredo, mas mesmo os cuidados tomados pelos líderes mundiais não são suficientes para evitar a catástrofe.

Não se pode reclamar da qualidade dos efeitos especiais. Tirando uma ou duas cenas, nesse ponto o filme é fantástico, deixando o espectador grudado na cadeira, por exemplo, com uma fuga alucinada de Los Angeles com a cidade ruindo ao redor dos protagonistas.

Falando neles, John Cusack é apenas satisfatório no papel do escritor decadente Jackson Curtis; os verdadeiros destaques desse elenco são o louco conspiratório Charlie Frost, vivido por Woody Harrelson (numa excelente atuação) e o tocante Danny Glover como o presidente dos EUA (no que parece uma menção a Barack Obama).

Como já é comum nos trabalhos de Emmerich, há espaço para piadas e momentos mais descontraídos que tornam o filme mais leve e divertido. Mesmo assim, a história se torna cansativa durante sua última hora e parece cair de qualidade; a solução encontrada para encerrar a história acaba sendo mais demorada que o necessário... Certamente, em no máximo duas horas e dez já poderíamos ter um bom final!

Em resumo, “2012” não é um filme para ser levado a sério (falando como cinema). É uma boa diversão, e consegue nos fazer pensar em nossas atitudes. Não é à toa que já ruma para ser uma das grandes bilheterias do ano, surpreendendo a produtora Sony Pictures pelo tamanho da boa recepção do público.

Nota: 7/10.

PS: Confira antes que "Lua Nova" varra o filme das salas de exibição... xD

4 comentários:

Marcelo Leite disse...

Eu adorei o filme. Mostrou a realidade. Temos que ficar alertas e cuidar melhor do mundo. Abraços.

papodecraque disse...

Cara, simplismente estou louco pra ver esse filme.bom post! E obrigado por seu comentário no meu blog :)

Eduarda Ramos disse...

Já vi tantos bolgs falando desse filme, prato cheio heim.
Ainda não tive tempo de assistir..:/

Genesio disse...

Ainda não assisti o filme, mas assim como todo filme catastrófico como: Independence Day e O dia depois do amanhã, nos faz meditar na corrente do tempo em que estamos vivendo e analisar que nós e os governos nada tem feito para evitar tal catástrofe.
Guilherme neste blog escreveu muito..... PARABENS PELO BLOG.