domingo, 10 de janeiro de 2010

Retrospectiva 2009: Música - Parte 1

É obviamente impossível mencionar tudo que aconteceu no mundo da música neste ano de 2009, então o Melodia da Palavra comenta sobre apenas alguns álbuns e artistas que se destacaram neste último ano.

Pra começar, os três grandes nomes da música pop deste ano fizeram seu enorme sucesso com discos lançados no final de 2008:

- Beyoncé e seu I Am... Sasha Fierce, cujo sucesso a levou a liderar as indicações do próximo Grammy e a colocou de vez como o grande nome feminino do R&B;

- Lady GaGa e o álbum The Fame – que foi sucedido este ano por uma versão deluxe, o The Fame Monster, com oito faixas inéditas (destaque para a dançante “Bad Romance” e a balada pop “Speechless”) – uma estréia que já a coloca como “a nova Madonna”;

- e Taylor Swift, com o álbum mais vendido do ano nos EUA (só sendo superado recentemente por Susan Boyle, que comentaremos a seguir), Fearless, trazendo a música country de volta aos holofotes.

** Mais sobre estes três álbuns você pode conferir nesta postagem **

A força da internet se evidenciou no caso da inglesa Susan Boyle, revelada pelo programa “Britain’s Got Talent” e cujos vídeos bateram recordes de acessos no YouTube. Ela perdeu a disputa, mas seu disco “I Dreamed a Dream” já vendeu cerca de 4 milhões de cópias em apenas um mês – aquecendo a quase falida indústria fonográfica. Resta esperar para ver se sua bela voz em arranjos meia-boca continuará a ser ouvida nos próximos anos...

Agora, alguns álbuns deste ano que merecem uma atenção especial:

· Paramore – brand new eyes

Ok, já falei anteriormente sobre este álbum. Mas só ao ouvir mais de uma vez é que se chega à certeza de que, definitivamente, esta não é uma banda passageira. Como gosto de mencionar, o Paramore aprendeu a fazer rock de gente grande. Sim, o estilo emo ainda está presente. Mas está bem-feito, sem sentimentalismo barato e com vontade – sem isso, não se faz boa música.

Para uma análise mais detalhada deste álbum, clique aqui para ler a resenha. Mas basta ouvir músicas como “All I Wanted”, “Brick By Boring Brick”, “The Only Exception” e “Ignorance” para perceber o quanto o grupo evoluiu desde Riot!. Para uma banda tão jovem, é óbvio que ainda há muito o que aprender. Mas “brand new eyes” já soa como clássico do gênero.

· Demi Lovato – Here We Go Again

Quem me conhece, sabe o quanto admiro esta cantora. Por isso, tentarei ser o mais imparcial possível na sua avaliação, e não deixar me levar pela empolgação... GO DEMI!! (desculpa, não consegui deixar passar a oportunidade!)

Certamente uma das grandes revelações de 2009, a cantora de 17 anos lançou em junho seu segundo álbum – e mostrou que pode ir muito longe. Não é a toa que é comparada por diretores do ramo musical da Disney com cantoras como Pink e Alanis Morissette, devido à sua forma de cantar. Contando com nomes de peso da música romântica, como Jon McLaughlin e John Mayer, chegou a ser cotada pela imprensa como possível indicada ao Grammy de Melhor Novo Artista, apesar de seu desempenho apenas razoável nas charts – seu single mais bem posicionado na Billboard atingiu apenas #13 na Hot 100, embora o álbum tenha estreado em 1º na parada de álbuns.

Com uma boa equipe de compositores e como co-autora de quase todas as faixas, Demi aqui investe mais em baladas românticas do que no disco anterior, mas sem esquecer o estilo pop-rock, que a faz ser chamada de “irmã mais nova de Kelly Clarkson”. Vale a pena deixar o preconceito de lado e ouvir esta que é certamente a melhor cantora dentre as “Disney girls”. Seu grande talento como cantora e compositora é evidenciado em diferentes gêneros, de faixas que lembram de Pink a Maroon 5.

Ouça no volume máximo: “Quiet”, “Every Time You Lie”, “Catch Me”, “Remember December” e “World of Chances”.

· Green Day – 21st Century Breakdown

Depois do mega sucesso de público e crítica do álbum “American Idiot”, o grande desafio para o trio liderado por Billie Joe Armstrong era criar um sucessor à altura. Repetindo a fórmula de ópera-rock do último trabalho, este disco conta a história de Christian e Gloria, um cara sem esperanças e uma ativista.

Uma característica interessante é que este álbum tem músicas menos radiofônicas que o trabalho anterior (cujos singles pareciam verdadeiras pedras pop lapidadas), mas não são menos interessantes. A banda não perde seu costume de alfinetar o que está errado, criticando o cenário político e o fanatismo religioso em faixas como “East Jesus Nowhere”; o romantismo também existe, como na piano-rock “Last Night on Earth”, a música mais bonita do disco.

O que resume bem o sentimento deste disco é a frase de abertura de “Murder City”: “desperate, but not hopeless” (desesperados, mas sem esperança). Se o disco não teve o impacto de “American Idiot”, ainda o melhor trabalho do Green Day, este pode ser considerado o segundo melhor, ao lado de “Dookie”. Ainda existe rock fora do emo.

Escute também: “¡Viva La Gloria!”, “21 Guns”, “21st Century Breakdown” e “¡Viva La Gloria! (Little Girl).

3 comentários:

Usuale disse...

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Afinal, pelo que percebi, vc gostou muito do filme.
É interativo...
Abração.

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